Único movimento italiano de vanguarda, no entanto o mais radical de todos, por pregar ruidosamente a anti-tradição. Ao contrário de movimentos como o Fauvismo e o Cubismo, que foram assim chamados por seus antagonistas, o Futurismo escolheu seu próprio nome e propagou suas idéias através de manifestos. A



 

 

 

 

 

Marinetti juntaram-se Umberto Boccioni, Luigi Russolo e Carlo Carrà, autores do Manifesto dos pintores futuristas, 1910 (no mesmo ano, Boccioni redigiria o Manifesto técnico da pintura futurista ). Um ano depois aconteceria a primeira grande exposição futurista, que contaria com 50 obras desses artistas, as quais chamaram a atenção mais pelo tema que pela linguagem, embora insistissem no fato de que a tecnologia e o progresso deveriam ser expressos em novas e audaciosas formas de arte.

 

 

Principais artistas:


Giacomo Balla
- Velocidade de carro
Cubismo, Futurism and Construtivism
London: Thames and Hudson Ltd., p. 27


GIACOMO BALLA , em sua obra o pintor italiano tentou endeusar os novos avanços científicos e técnicos por meio de representações totalmente desnaturalizadas, embora sem chegar a uma total abstração.Mesmo assim, mostrou grande preocupação com o dinamismo das formas, com a situação da luz e a integração do espectro cromático. A formação acadêmica de Balla restringiu-se a um curso noturno de desenho, de dois 
meses de duração, na Academia Albertina de Turim, sua cidade natal. Em 1895 o pintor mudou-se para Roma, onde apresentou regularmente suas primeiras obras em todas as exposições da Sociedade dos Amadores e Cultores das Belas-Artes. Cinco anos mais tarde, fez uma viagem a Paris, onde entrou em contato com a obra dos impressionistas e neo-impressionistas e participou de várias exposições. Na volta a Roma, conheceu Marinetti, Boccioni e Severini. Um ano mais tarde, juntava-se a eles para assinar o Manifesto Técnico da Pintura Futurista. Preocupado, como seus companheiros, em encontrar uma maneira de visualizar as teorias do movimento, apresentou em 1912 seu primeiro quadro futurista intitulado Cão na Coleira ou Cão 
Atrelado. Dissolvido o movimento, Balla retornou às suas pinturas realistas e se voltou para a escultura e a cenografia. Embora em princípio Balla continuasse influenciado pelos divisionistas, não demorou a encontrar uma maneira de se ajustar à nova linguagem do movimento a que pertencia. Um recurso dos mais originais que ele usou para representar o dinamismo foi a simultaneidade, ou desintegração das formas, numa repetição quase infinita, que permitia ao observador captar de uma só vez todas as seqüências do movimento..

CARLO CARRA (1881-1966), junto com Giorgio De Chirico, ele se separaria finalmente do futurismo para se dedicar àquilo que eles próprios dariam o nome de Pintura Metafísica. Enquanto ganhava seu sustento como 
pintor-decorador freqüentava as aulas de pintura na Academia Brera, em Milão. Em 1900 fez sua primeira viagem a Paris, contratado para a decoração da Exposição Mundial. De lá mudou-se para Londres. Ao voltar, retomou as aulas na Academia Brera e conheceu Boccioni e o poeta Marinetti. Um ano mais tarde assinou o 
Primeiro Manifesto Futurista, redigido pelo poeta italiano e publicado no jornal Le Figaro. Nessa época iniciou seus primeiros estudos e esboços de Ritmo dos Objetos e Trens, por definição suas obras mais futuristas. 
Numa segunda viagem a Paris entrou em contato com Apollinaire, Modigliani e Picasso. A partir desse momento começaram a aparecer as referências cubistas em suas obras. Carrà não deixou de comparecer às 
exposições futuristas de Paris, Londres e Berlim, mas já em 1915 separou-se definitivamente do grupo.  Juntou-se a Giorgio De Chirico e realizou sua primeira pintura metafísica. Em suas últimas obras retornou ao cubismo.Publicou vários trabalhos, entre eles La Pittura Metafísica (1919) e La Mia Vita (1943), pintor italiano. Representante do futurismo e mais tarde da pintura metafísica, influenciou a arte de seu país nas décadas de 1920 e 1930. 
 

UMBERTO BOCCIONI (1882-1916), sua obra se manteve sob a influência do cubismo, mas incorporando os conceitos de dinamismo e simultaneidade: formas e espaços que se movem ao mesmo tempo e em direções contrárias. Nascido em Reggio di Calábria, Boccioni mudou-se ainda muito jovem para Roma, onde estudou em diferentes academias. Logo fez amizade com os pintores Balla e Severini. No início, mostrou-se interessado 
na pintura impressionista, principalmente na obra de Cézanne. Fez então algumas viagens a Paris, São  Petersburgo e Milão. Ao voltar, entrou em contato com Carrà e Marinetti e um ano depois se encontrava 
entre os autores do Manifesto Futurista de Pintura, do qual foi um dos principais teóricos. Foi com a intenção de procurar as bases dessa nova estética que ele viajou a Paris, onde se encontrou com Picasso e Braque.
Ao retornar, publicou o Manifesto Técnico da Pintura Futurista, no qual foram registrados os princípios teóricos da arte futurista: condenação do passado, desprezo pela representação naturalista, indiferença 
em relação aos críticos de arte e rejeição dos conceitos de harmonia e bom gosto aplicados à pintura.
Em 1912, participou da primeira exposição futurista. Suas obras ainda deixavam transparecer a preocupação do artista com os conceitos propostos pelo cubismo. Os retratos deformados pelas superposições de 
planos ainda não conseguiam expressar com clareza sua concepção teórica. Um ano mais tarde, com sua obra Dinamismo de um Jogador de Futebol, Boccioni conseguiu finalmente fazer a representação do movimento por meio de cores e planos desordenados, como num pseudofotograma. Durante a Primeira Guerra Mundial, o 
pintor se alistou como voluntário e ao voltar publicou o livro Pittura, Scultura Futurista, Dinâmico Plástico (Pintura, Escultura Futurista, Dinamismo Plástico). Morreu dois anos depois, em 1916, na cidade de Verona.

 

O CAMINHO, 1908 
ÓLEO S/ PAPEL, 59,2 x 48,5 cm
DOAÇÃO FRANCISCO MATARAZZO SOBRINHO

Foi o principal promotor do Cubismo na Itália e um dos membros ativos do Futurismo na Itália, juntamente com Umberto Boccioni e Carlo Carrà.

Pintor, escritor e crítico de arte, nasceu em 07 de abril de 1879, na cidade de Rignano, na região da Toscana. Em 1893, sua família transfere-se para Firenze, quando Soffici faz estudos com um professor particular, e logo depois começa a freqüentar a escola dos Scalopi. Entretanto, devido às condições econômicas de sua família, arrumou um emprego em uma ourivessaria, e depois em um escritório de advocacia. Em 1897 passou a frequentar a Academia de Belas Artes de Firenze. Em 6 de novembro de 1900, viajou para Paris, onde conheceu escritores e pintores tais como Guillaume Appolinaire, Max Jacob, Pablo Picasso, Georges Braque e Amedeo Modigliani. Retornando em 1907, contribuiu para o 'Leonardo', periódico de Prezzolini e foi o principal crítico de arte do periódico 'La Voce'. Continuará sua carreira como pintor e escritor, sendo que em 1909 publica o seu primeiro livro, em parte autobiográfico, chamado "Desconhecido Toscano". Além das atividades como escritor, exerceu um papel importante como divulgador das artes na Itália, principalmente, da pintura impressionista e cubista. 

Seu ensaio "Picasso e Braque", que apareceu no 'La Voce', em 1911, foi a primeira discussão do Cubismo na Itália e serviu para introduzir os futuristas milaneses, Umberto Boccioni, Carlo Carrà e Luigi Russolo, na proposta estética do Cubismo. Sob seu ponto de vista, considerou o Cubismo como uma representação estática da realidade complementando a revolução impressionista que teria Cézanne como o precursor do Cubismo. Para Soffici, o Cubismo buscava "Valores Pictóricos puros" em contraste com a perspectiva futurista de ênfase à dinâmica do objeto. De qualquer modo, sob a influência de Boccioni e Carrà, ele converteu-se ao futurismo em 1913; e em 1914, uma Segunda edição de seu livro foi publicada com o título de "Cubismo e Futurismo". Como pintor expõe em 1908, juntamente com Delaunay na Galeria Sturm em Berlim. Realiza trabalhos, em 1913 com forte influência do Futurismo e, em 1914, junta-se com Carrà em experiências com collage. Neste ano, sua obra "Melancia, fruteira e Garrafa", um trabalho de Cubismo Sintético marca sua quebra com o futurismo, voltando-se para uma pintura mais simplificada.

Com a guerra de 1914, o Futurismo chegou ao fim. Artistas como Boccioni sucumbiram em combate, outros à tradição. Marinetti a ideais políticos, ajudando o Fascismo a chegar ao poder. Alguns jovens artistas tentaram reavivá-lo após 1918, mas sem sucesso; porém, sua influência sobre os outros movimentos modernos foi importante e duradoura.