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Principais artistas:

Giacomo Balla
- Velocidade de
carro
Cubismo, Futurism
and Construtivism
London: Thames and
Hudson Ltd., p. 27
GIACOMO BALLA , em sua obra o pintor italiano tentou endeusar os novos
avanços científicos e técnicos por meio de representações totalmente
desnaturalizadas, embora sem chegar a uma total abstração.Mesmo assim,
mostrou grande preocupação com o dinamismo das formas, com a situação da
luz e a integração do espectro cromático. A formação acadêmica de Balla
restringiu-se a um curso noturno de desenho, de dois
meses de duração, na Academia Albertina de Turim, sua cidade natal. Em
1895 o pintor mudou-se para Roma, onde apresentou regularmente suas
primeiras obras em todas as exposições da Sociedade dos Amadores e
Cultores das Belas-Artes. Cinco anos mais tarde, fez uma viagem a Paris,
onde entrou em contato com a obra dos impressionistas e
neo-impressionistas e participou de várias exposições. Na volta a Roma,
conheceu Marinetti, Boccioni e Severini. Um ano mais tarde, juntava-se a
eles para assinar o Manifesto Técnico da Pintura Futurista. Preocupado,
como seus companheiros, em encontrar uma maneira de visualizar as
teorias do movimento, apresentou em 1912 seu primeiro quadro futurista
intitulado Cão na Coleira ou Cão
Atrelado. Dissolvido o movimento, Balla retornou às suas pinturas
realistas e se voltou para a escultura e a cenografia. Embora em
princípio Balla continuasse influenciado pelos divisionistas, não
demorou a encontrar uma maneira de se ajustar à nova linguagem do
movimento a que pertencia. Um recurso dos mais originais que ele usou
para representar o dinamismo foi a simultaneidade, ou desintegração das
formas, numa repetição quase infinita, que permitia ao observador captar
de uma só vez todas as seqüências do movimento..
CARLO CARRA
(1881-1966), junto com Giorgio De Chirico, ele se separaria finalmente
do futurismo para se dedicar àquilo que eles próprios dariam o nome de
Pintura Metafísica. Enquanto ganhava seu sustento como
pintor-decorador freqüentava as aulas de pintura na Academia Brera, em
Milão. Em 1900 fez sua primeira viagem a Paris, contratado para a
decoração da Exposição Mundial. De lá mudou-se para Londres. Ao voltar,
retomou as aulas na Academia Brera e conheceu Boccioni e o poeta
Marinetti. Um ano mais tarde assinou o
Primeiro Manifesto Futurista, redigido pelo poeta italiano e publicado
no jornal Le Figaro. Nessa época iniciou seus primeiros estudos e
esboços de Ritmo dos Objetos e Trens, por definição suas obras mais
futuristas.
Numa segunda viagem a Paris entrou em contato com Apollinaire,
Modigliani e Picasso. A partir desse momento começaram a aparecer as
referências cubistas em suas obras. Carrà não deixou de comparecer às
exposições futuristas de Paris, Londres e Berlim, mas já em 1915
separou-se definitivamente do grupo. Juntou-se a Giorgio De Chirico e
realizou sua primeira pintura metafísica. Em suas últimas obras retornou
ao cubismo.Publicou vários trabalhos, entre eles La Pittura Metafísica
(1919) e La Mia Vita (1943), pintor italiano. Representante do futurismo
e mais tarde da pintura metafísica, influenciou a arte de seu país nas
décadas de 1920 e 1930.
UMBERTO BOCCIONI
(1882-1916), sua obra se manteve sob a influência do cubismo, mas
incorporando os conceitos de dinamismo e simultaneidade: formas e
espaços que se movem ao mesmo tempo e em direções contrárias. Nascido em
Reggio di Calábria, Boccioni mudou-se ainda muito jovem para Roma, onde
estudou em diferentes academias. Logo fez amizade com os pintores Balla
e Severini. No início, mostrou-se interessado
na pintura impressionista, principalmente na obra de Cézanne. Fez então
algumas viagens a Paris, São Petersburgo e Milão. Ao voltar, entrou em
contato com Carrà e Marinetti e um ano depois se encontrava
entre os autores do Manifesto Futurista de Pintura, do qual foi um dos
principais teóricos. Foi com a intenção de procurar as bases dessa nova
estética que ele viajou a Paris, onde se encontrou com Picasso e Braque.
Ao retornar, publicou o Manifesto Técnico da Pintura Futurista, no qual
foram registrados os princípios teóricos da arte futurista: condenação
do passado, desprezo pela representação naturalista, indiferença
em relação aos críticos de arte e rejeição dos conceitos de harmonia e
bom gosto aplicados à pintura.
Em 1912, participou da primeira exposição futurista. Suas obras ainda
deixavam transparecer a preocupação do artista com os conceitos
propostos pelo cubismo. Os retratos deformados pelas superposições de
planos ainda não conseguiam expressar com clareza sua concepção teórica.
Um ano mais tarde, com sua obra Dinamismo de um Jogador de Futebol,
Boccioni conseguiu finalmente fazer a representação do movimento por
meio de cores e planos desordenados, como num pseudofotograma. Durante a
Primeira Guerra Mundial, o
pintor se alistou como voluntário e ao voltar publicou o livro Pittura,
Scultura Futurista, Dinâmico Plástico (Pintura, Escultura Futurista,
Dinamismo Plástico). Morreu dois anos depois, em 1916, na cidade de
Verona.

O CAMINHO, 1908
ÓLEO S/ PAPEL, 59,2 x 48,5 cm
DOAÇÃO FRANCISCO MATARAZZO SOBRINHO
Foi o
principal promotor do Cubismo na Itália e um dos membros ativos do
Futurismo na Itália, juntamente com Umberto Boccioni e Carlo Carrà.
Pintor,
escritor e crítico de arte, nasceu em 07 de abril de 1879, na cidade de
Rignano, na região da Toscana. Em 1893, sua família transfere-se para
Firenze, quando Soffici faz estudos com um professor particular, e logo
depois começa a freqüentar a escola dos Scalopi. Entretanto, devido às
condições econômicas de sua família, arrumou um emprego em uma
ourivessaria, e depois em um escritório de advocacia. Em 1897 passou a
frequentar a Academia de Belas Artes de Firenze. Em 6 de novembro de
1900, viajou para Paris, onde conheceu escritores e pintores tais como
Guillaume Appolinaire, Max Jacob, Pablo Picasso, Georges Braque e Amedeo
Modigliani. Retornando em 1907, contribuiu para o 'Leonardo', periódico
de Prezzolini e foi o principal crítico de arte do periódico 'La Voce'.
Continuará sua carreira como pintor e escritor, sendo que em 1909 publica
o seu primeiro livro, em parte autobiográfico, chamado "Desconhecido
Toscano". Além das atividades como escritor, exerceu um papel importante
como divulgador das artes na Itália, principalmente, da pintura
impressionista e cubista.
Seu ensaio "Picasso e Braque", que apareceu no 'La Voce', em 1911, foi a
primeira discussão do Cubismo na Itália e serviu para introduzir os
futuristas milaneses, Umberto Boccioni, Carlo Carrà e Luigi Russolo, na
proposta estética do Cubismo. Sob seu ponto de vista, considerou o
Cubismo como uma representação estática da realidade complementando a
revolução impressionista que teria Cézanne como o precursor do Cubismo.
Para Soffici, o Cubismo buscava "Valores
Pictóricos puros" em contraste com a perspectiva futurista de ênfase à
dinâmica do objeto. De qualquer modo, sob a influência de Boccioni e
Carrà, ele converteu-se ao futurismo em 1913; e em 1914, uma Segunda
edição de seu livro foi publicada com o título de "Cubismo e Futurismo".
Como pintor expõe em 1908, juntamente com Delaunay na Galeria Sturm em
Berlim. Realiza trabalhos, em 1913 com forte influência do Futurismo e,
em 1914, junta-se com Carrà em experiências com collage. Neste ano, sua
obra "Melancia, fruteira e Garrafa", um trabalho de
Cubismo Sintético marca sua quebra com o
futurismo, voltando-se para uma pintura mais simplificada.
Com a guerra de 1914, o Futurismo chegou ao fim. Artistas como
Boccioni sucumbiram em combate, outros à tradição. Marinetti a ideais
políticos, ajudando o Fascismo a chegar ao poder. Alguns jovens artistas
tentaram reavivá-lo após 1918, mas sem sucesso; porém, sua influência
sobre os outros movimentos modernos foi importante e duradoura.
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